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A Realidade das Favelas. Sem Solução?

Como alguém que viveu no Brasil por seis anos, embora felizmente essa não tenha sido minha própria realidade, conheço melhor do que a maioria dos estrangeiros a escala e as características da situação das favelas que o país enfrenta atualmente.

Fico horrorizada toda vez que aparecem reportagens na mídia sobre turistas (alemães, belgas, americanos…) visitando uma favela no Rio como se fosse um safári humano, tirando fotos da miséria e curtindo a catástrofe. Alguns podem pensar que, pelo menos, é economicamente benéfico para o bairro, e que essas pessoas estão gastando esse dinheiro na área e não em outro lugar, mas para mim, é moralmente problemático. Favelas são algo para ser resolvido, não para ser apreciado.

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No fim das contas, é ou não é pelo petróleo?

2026 é um ano que, como tem sido a norma nos últimos tempos, começou turbulento no cenário internacional. Os EUA lançaram uma operação-relâmpago em Caracas e levaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa para Nova York, agindo de forma unilateral e usando o narcoterrorismo como desculpa.

Nestes dias, a ilegitimidade do governo venezuelano e a necessidade de mudança dificilmente eram temas de debate internacional (afinal, quase 8 milhões de pessoas deixando voluntariamente um país que nem está em guerra fala por si só). Mas é claro, um país onde o PIB despencou 86% em 8 anos (2012–2020) não é algo que se veja todo dia. Ainda assim, mesmo com todos esses números, é difícil negar que a arbitrariedade e o egocentrismo dos Estados Unidos em agir, repetidamente, contra uma nação estrangeira sem a aprovação da ONU é preocupante. Aí a Rússia aparece em 2022 e invade a Ucrânia, e os argumentos contra isso soam vazios e hipócritas, para dizer o mínimo.

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